segunda-feira, 23 de março de 2009

O Cântaro.




Gênios me despertam os açougues
Fazem corriqueiras entrevistas
- Não importa a praga que me rogues
Sou de eterno a alma de um artista!

Ríspidos na forma como laçam
Bobos a fazer-te a corte plana
Os papéis dos outros se amassam
Respingando os traços que ele emana

E da cor anil do pensamento
Brotam os bolores futuranos
Ardem os portões de um novo invento

E de sobreaviso, trás-os-panos,
Forjam num sutil esquecimento
A sublime essência dos enganos!

3 comentários:

  1. Amo o teu mundo imaginário:
    Teus gênios são tais quais os da mil e uma noites (ainda que testem artistas).
    E teus bobos, fugiram de uma crônica medieval escrita uns poucos anos atrás, por Luis Fernando Verissimo, num livro que amo demais.


    Ah! Quanto a sublime essência dos enganos... bem, esperamos que não sejam tão enganados assim...

    ResponderExcluir
  2. esquecimento é ingrediente fundamental para uma vida sã...
    e só quem cria pode cometer enganos, por esquecimento, de propósito ou por simples aprendizado.
    e a vida inventada tem mais valor do que o futuro bolorento de realidade.

    ResponderExcluir
  3. querida produtora de balsamos liricos, por obséquio, dê continuidade...

    amo vc

    ResponderExcluir